domingo, 19 de novembro de 2017

Samuel Cooper



Um dos melhores pintores ingleses de miniaturas Nasceu em Londres,  em 1609, e morreu na mesma cidade em 5 de Maio de 1672.

Sobrinho de John Hoskins, célebre pintor de miniaturas no reinado de Carlos I, foi educado pelo tio, conjuntamente com o o seu irmão Alexandre, na mesma arte. Rapidamente ultrapassou em técnica o seu mentor, o que terá provocado no tio algum ciúme. Segundo Horace Walpole o «mérito de Cooper deviam muito às obras de Van Dyck, mas podia ser visto independentemente já que tinha sido o primeiro a utilizar a pintura a óleo nas miniaturas». Os seus bustos, pintados em velino sobre cartão, são excelentes na diversidade dos tons e no tratamento do cabelo, mas o desenho do pescoço e dos ombros é muitas vezes  incorrecto, que faz pensar que é por isso que deixou por finalizar muitas obras.

Por volta de 1640, e durante muito tempo, viveu e trabalhou na Rua Henrietta, em Convent Garden, na época uma zona muito na moda, sendo referido por Samuel Pepys, o célebre escritor do diário, que era seu amigo e frequentador, como o pintor, do Café de Convent Garden. A mulher deste posou para Cooper, tendo-lhe também comprado uma miniatura de Oliver Cromwell, o Lord Protector de Inglaterra durante a República. Após a Restauração, continuou a ser solicitado. Evelyn, o outro célebre diarista da época, refere-se a ele em 1662 a desenhar a face de Carlos II para as novas moedas a cunhar. A partir de 1663 receberá uma pensão anual do rei.

Visitou a França, onde permaneceu durante algum tempo, tendo pintado retratos numa escala maior do que a habitual. Algum tempo depois passou à Holanda. Morreu em Londres, tendo sido enterrado na velha igreja de Saint Pancreas. A sua mulher, cunhada do poeta Alexander Pope, recebeu uma pensão da corte francesa.

Pintou várias vezes Cromwell, e membros da sua família, assim como membros da corte restaurada inglesa, como o rei Carlos II, a rainha D. Catarina de Bragança, o futuro Jaime II e o príncipe Rupert. 


Fonte:
The Dictionary of National Biography, founded in 1882 by George Smith
Oxford, Oxford University Press, 1998;
Encyclopedia Britannica, edição de 1911 e na Internet.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Biografia de Goya

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Paula Modersohn-Becker


Quando há uns anos a célebre actriz de cinema Demi Moore, casada então com, o não menos célebre, actor Bruce Willis, apareceu na capa da revista "Vanity Fair", nua e grávida, fotografada de lado de modo a mostrar o peito e a barriga no fim da gestação, choveram críticas negativas em muitas revistas e jornais dos Estados Unidos e nos meios mais con- servadores do mundo inteiro. Com esse gesto, ela quis combater o "tabu" da nudez aliada à gravidez e, por ser bonita e famosa, mexeu com os preconceitos sociais de muitos. Mas esta atitude de Demi Moore não foi original. Há sensivelmente um século a pintora alemã Paula Modersohn-Becker pintou diversos auto-retratos não só nua como nua e grávida ostentando orgulhosamente uma barriga de futura mãe, o que não era nada vulgar no seu tempo. Só que a pintura tinha um circuito restrito (não havia ainda Internet) e não consta que os seus nus tivessem escandalizado alguém. 
            Paula Becker nasceu numa família da alta burguesia alemã, em Dresden, em Fevereiro de 1876, terceira filha de uma irmandade de sete ir mãos. A mãe era de família aristocrática (os Bützings Löwen) e o pai nascido, em Odessa, na então Rússia, oriundo de uma família de intelectuais, cujo pai era por sua vez professor universitário. Foi esse ambiente artístico e culto que rodeou a infância de Paula Becker, que começou a mostrar, aos quatro anos, uma precoce tendência para o desenho. 
            Aos 12 anos a família passou a residir em Bremen e, aos 16, Paula Becker teve as primeiras lições de desenho com o mestre Wiegandt. Depois parte para Londres, hospedando-se em casa de uma tia, e aí frequenta, durante vários meses, a Escola de Artes. Paula percorre galerias, quer aprender muito, quer saber tudo o que se passa no meio artístico. Aos 20 anos instala-se em Berlim, em casa de um tio, e vai estudar na Escola Feminina de Artes. Não é por acaso que Berlim tem um, dos apenas dois (ou três) museus mundiais, onde as obras de mulheres estão juntas, o que facilita um estudo para os investigadores e apreciadores de arte. 
            Nesta fase da sua aprendizagem, Paula Becker sente-se fascinada com os pintores flamengos, que vê em museus, em especial Holbein e Rembrandt. Sempre na ânsia de aprender mais e mais, tem lições de retrato e paisagem. 
            A pintura que nos legou é extensa e profundamente vivida e interiorizada. Deixou cerca de 400 quadros e mais de 1000 esboços e estudos. Depois do tema maternidade, aleitamento e mãe com filho o retrato ocupa um lugar de destaque, bem como os auto retratos. Outro tema da sua preferência foram as meninas. Em segundo plano das suas preferências podemos agrupar as naturezas-mortas e paisagens. Ela foi, sem dúvida, uma das pintoras que privilegiou a mulher, como tema. 
            Em 1897, Paula Becker conheceu o pintor de paisagens Otto Modershon, que foi um dos funda dores, em 1889, com Fritz Mackersen e Hans am Ende, da colónia de artistas de Worpswede, perto de Berlim, numa povoação verdadeiramente campesina, para poderem sentir e pintar a Natureza, fugindo ao academismo e à pintora burguesa. O grupo de pintores e pintoras estava integrado na vida dos aldeões, com a sua religiosidade, trabalho e costumes. Aqui viveu Paula por alguns períodos da sua curta vida e isso é patente em várias telas e desenhos a carvão. 
            Paula pintava crianças, camponesas, jovens meninas, mulheres idosas, alguns velhos (os homens mais novos passavam o dia a trabalhar no cultivo das terras), paisagens e naturezas mortas. 
            A sua primeira exposição foi nesse ano de 1897, mas Paula Becker continuava na procura de algo mais e decidiu visitar museus em Viena, na Escandinávia e também na Suíça.Entretanto, os pais, conscientes de que a carreira de pintora era extremamente difícil para uma mulher (Paula tirara um curso de educadora entre 1893-95), sugerem-lhe que vá para governanta mas ela recusa liminarmente. Conhece, em 1898, a escultora Clara Westhoff e o grande poeta austríaco Rainer Maria Rilke e essa amizade irá perdurar para sempre. Rilke (1875-1926) teve grande influência sobre a maneira de encarar a vida de Paula Becker. Era, como muitos intelectuais da época, um homem preocupado com a morte, a pobreza e o misticismo. Ele próprio foi esporadicamente secretário de Rodin que, por sua vez inspira ao poeta novas formas de poesia. A concepção decadentista da vida, muito comum na época, fazem-no questionar o homem sem Deus e chega à conclusão de que só a criação poética o redime. Foi Rilke quem traduziu, em 1913, as célebres cartas da freira portuguesa Soror Mariana Alcoforado, mundialmente conhecida. 
            Paula expõe pela segunda vez em Bremen, em 1899. Faltava ainda uma etapa importante na sua vida - conhecer Paris capital da arte nessa época, onde afluíam pintores de todo o mundo. Ali chega no ano de 1900 e fica, fascinada. Passa horas no Louvre, percorrendo as imensas salas, deixando-se impressionar pór tudo o que vê. Milet, o pintor de temas populares e campesinos marcou-a muito. Paula arranja um pequeno estúdio onde pinta e tem como amigos Clara Westhoff - que tinha lições de escultura, com o mestre dos mestres de então - Rodin, O poeta Reiner Maria Rilker e Clara casaram em 1901, no mesmo ano em que Paula casou com Otto Modersohn (que enviuvara pouco antes). A pintora passa a assinar com o nome de Modetsohn-Becker e aproveita a viagem de núpcias para visitar diversas cidades com museus, entre outras, Munique e Praga. Sabe-se que foi um casamento de amor, e Otto apreciava muito a pintura da mulher. Isso é patente na sua frase, escrita, em 1903: "Ela é uma genuína artista, como há poucas no mundo, ela é muito rara. Ninguém a conhece, ninguém a estima. Um dia tudo isso mudará". E mudou, porque a cidade de Bremen dedicou-lhe um museu e as suas telas estão espalhadas por diversos museus do mundo. A sua sensibilidade e modernidade ali está para a posteridadeidade. 
            Paula trabalhava muitíssimo sobre cada tema e procurava ser inovadora. No seu diário conta como a tinha impressionado, numa das estadias em Paris, a pintura de Cézanne, Van Gogh e Gauguin. A sua pintura é muito e ecléctica, pois passa por várias experiências. O seu traço e o uso de cores quentes nas figuras, primordial- mente femininas, têm sempre um ar sereno e são .de grande força e beleza. O auto-retrato pin-tado em 1906 a que deu o título de "Auto-retrato com colar de âmbar" é dos mais divulgados, nos livros de pintura, e tem nítidas influências de Gauguin. Mas ela é mais autêntica e original, quanto a mim, na tela "Mãe com filho reclinados". Paula Modersohn-Becker nunca enjeitou as influências que sentiu. Os críticos de arte reconheceram-lhe o pioneirismo na arte moderna. Foi talvez a primeira pintora alemã a assimilar as correntes pós-modernistas. Embora inovadora, integra-se na corrente de pintura e escultura das suas contemporâneas, hoje também famosas, como a escultora e amiga Clara Westroff (já referida), Maria Bock e Ottilie Reylander-Bôhme, entre outras. Todas elas tinham o seu estúdio pessoal, onde pintavam sozinhas. 
            Em Paris, Paula Mendershon-Becker frequentou as duas escolas de pintura mais cotadas do tempo - a Academia de Cola Rossi e a Academia ]ulian. A "cidade-luz" foi muitas vezes o seu refúgio. Ali, onde passava períodos acompanhada da irmã Rema (que frequentava um curso de línguas), pintava dias e dias a fio. Ao contrário do que era vulgar, Paula Mendershon-Becker só saía para se encontrar com o casal Clara e Rilke, ir a museus ou a estúdios de artistas consagrados e esteve, como não podia deixar de ser no célebre "Salão dos-Independentes". Não fez vida boémia. O marido ficava na Alemanha e às vezes, com saudades, insistia para que regressasse a casa, mas ela só regressava quando tinha completado mais uma etapa da sua pintura. 
            Embora vivendo para a pintura, Paula não se alheava dos problemas sociais que a rodeavam. Sabia que as mulheres da viragem do século e início do século XX estavam a dar grandes pas- sos no sentido dos direitos cívicos (direito ao voto) e várias mulheres socialistas, encabeçadas por Clara Zetkin, viriam a tomar atitudes para essa emancipação. Porém, a pintora alemã não pôde assistir às conquistas mais significativas. Foi no ano da sua morte, no Congresso Socialis ta em Estugarda, que Clara Zetkin e Rosa Luxemburgo tiveram um papel fulcral na mudança de perspectiva do que deveria ser o papel das mu- lheres em todas as áreas da sociedade. 
            Numa antevisão, e porque desejou ser mãe, PauIa Mendershon-Becker, para sentir a maternidade "por dentro", pintou, em 1906, um auto-retrato grávida, mas só ficou à espera de bebé no ano de 1907. A filha, Matilde, nasceu no dia 2 de Novembro desse ano e o coração de Paula Mendershon-Becke parou de bater, devido a um ataque cardíaco, no dia 21 do mesmo mês. 
            Em 1900, como que numa premonição, escrevera no seu diário: "Sei que não viverei muito tem po. Mas porque é que isso há-de ser uma tristeza? Será que uma festa é mais bela por durar mais tempo? As minhas percepções são cada vez mais agudas - é como se tivessem que abarcar tudo nos poucos anos que me serão concedidos..."

Informação retirada daqui

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Georgia O'Keefe


Pintora norte-americana, nascida no Wisconsin, estudou pintura em Chicago e Nova Iorque. Enquadrada na pintura modernista tem telas onde pinta os sedutores arranha-céus que nos finais do séc. XIX encantaram também outras pintoras como Tamara de Lempika. Em 1916 conheceu o fotógrafo Alfred Stieglitz . Casariam em 1924 e Georgia começou por expor no seu atelier de Nova Iorque. As suas telas de paisagens e flores foram muito apreciadas a partir de 1928. As flores chamadas, em português, jarros são de enorme sensualidade e beleza. Georgia é muito justamente considerada uma das pintoras norte-americanas de maior sucesso do séc. XX.

Informação retirada daqui

sábado, 11 de novembro de 2017

Jean-Baptiste Debret



Pintor e desenhador francês que viveu no Brasil de 1816 a 1831.

Nasceu em Paris, em 18 de Abril de 1768; 
morreu na mesma cidade em 11 de Junho de 1848.

Estudou na Academia de Belas Artes de Paris, tendo sido discípulo de Jacques-Louis David. Continuou os estudos na Escola de Pontes e Estradas concluindo-os na Escola Politécnica.

Estreou-se no Salão de 1798 com um quadro com figuras em tamanho natural, com o título «O General Messénio Atistómeno liberto por uma rapariga», que lhe valeu a conquista do segundo prémio. Devido a este sucesso foi encarregue de trabalhos de ornamentação em edifícios públicos e de particulares. 

Integrou a Missão Artística Francesa ao Brasil, solicitada por D. João VI, organizada pelo marquês de Marialva, e dirigida por Debreton que chegou ao Rio de Janeiro em Março de 1816. No Brasil se manteve até  1831, pintando e desenhando todos os grandes momentos que levaram à independência do Brasil, assim como os primeiros anos do governo do imperador D. Pedro I.

No Brasil pintou o retrato de D. João VI, de tamanho natural e com trajes majestáticos, assim como de outros membros da família real. Pintou também o desembarque da arquiduquesa Leopoldina, mulher de D. Pedro, e primeira imperatriz do Brasil. 

Tendo recebido um atelier no novo edifício da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, para aí poder pintar numa grande tela a coroação imperial, ocorrida em Dezembro de 1822, reuniu oito discípulos a quem deu aulas de pintura. Desde 1820 que estava nomeado professor de pintura histórica da Academia de Belas Artes, instituição que só em 1826 começou a sua actividade. Em 1829 organizou a primeira exposição artística do Brasil, ao apresentar os trabalhos dos seus discípulos. O sucesso do acontecimento valeu-lhe ser nomeado oficial da Ordem de Cristo.

Tendo regressado a França em 1831, sendo desde 1830 membro correspondente da Academia das belas Artes do Instituto de França, publicou a partir de 1834 até 1839 uma numerosa série de gravuras na obra em 3 volumes intitulada Voyage pitoresque et historique au Brésil, ou Séjour d'un artiste français au Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, ou Estadia dum artista francês no Brasil).

Informação retirada daqui

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ademir Fogassa


Paranaense, veio para São Paulo em 1973, onde frequentou cursos técnicos de desenho e arquitetura. Autodidata nas artes plásticas, este empresário (dono de empresa de execução de maquetes) trabalha o mármore com sensibilidade e expressão.

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Biografia de Pablo Picasso

domingo, 5 de novembro de 2017

Biografia de Antonio Gaudí

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Biografia de Elizabeth Louise Vigée le Brun

Pintora francesa famosíssima. Com precoce talento, foi uma exímia retratista. Viveu na corte de França pintou inúmeras telas da malograda família de Luís XVI. Conhecemos a rainha Maria Antonieta em mais de trinta retratos de sua autoria. Viveu entre dois séculos e numa época de profundas mudanças sociais. Esteve exilada doze anos e foi convidada a pintar em diversas cortes europeias. Pertenceu a diversas Academias de Belas Artes como as de Florença, Roma, Bolonha, e Sampetersburgo. Viveu seis anos na Rússia. Está representada em praticamente todos os museus do mundo. Pintou mais de novecentas telas das quais setecentos retratos. Afável e generosa foi também uma pessoa muito estimada. Deixou diversos auto-retratos.

Biografia retirada daqui

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Biografia de El Greco, Domenikos Theotokópoulos

Pintor maneirista de origem grega que viveu em Espanha em finais do século 16 e princípios do século 17. Nasceu em Dito, Cândia [Eraklion], na ilha de Creta, em 1541;  morreu em Toledo, Espanha, a 7 de Abril de 1614.

Tendo nascido em Creta, então possessão da República de Veneza, e por isso cidadão veneziano, começou a sua instrução em Cândia, com João Gripiotis. Mais tarde, entre 1560 e 1566  instalou-se  em Veneza, tendo  provavelmente trabalhado no atelier de Ticiano, cuja técnica o influenciou. Em 1570 estava em Roma, vivendo no palácio do cardeal Alessandro Farnese. Foi admitido na Academia de São Lucas em 1572 com o nome de «Dominico Greco»,  como pintor em papel, tendo-se manifestado abertamente contra o Juízo Final de Miguel Ângelo, pintado na Capela Sistina. Tal posição valeu-lhe a antipatia do meio artístico de Roma, o que o terá levado a partir para Espanha, com a provável intenção de trabalhar nas obras do Escorial, mas passando primeiro por Veneza, segundo parece. Depois de uma curta estadia em Madrid a partir da Primavera de 1577, instalou-se em Toledo em 1578 onde viveu até à data da sua morte, com D. Jerónima de Las Cuevas, com quem nunca casou, mas de quem teve um filho que legitimou,  parecendo que não poderia casar, já que a mencionou em vários documentos, assim como no seu testamento.

A vida de El Greco foi passada em Toledo, vivendo das encomendas das igrejas e mosteiros da cidade e da província, e dando-se com humanistas conhecidos, estudiosos e clérigos. É sabido que o pintor era dono de uma cultura humanista muito vasta, tendo a sua biblioteca livros de autores Gregos e Latinos, assim como obras em Italiano e espanhol - as Vidas de Plutarco, poesia de Petrarca, Orlando Furioso de Ariosto, tratados de arquitectura de vários autores, incluindo Palladio,  e actas do Concílio de Trento.

A primeira encomenda que o pintor teve, logo que chegou a Toledo, foi um conjunto de pinturas para o altar-mor e dois altares laterais na igreja conventual de São Domingos o Velho existente na cidade. O próprio desenho dos altares foi feito por El Greco, no estilo do arquitecto veneziano Palladio. O quadro realizado para o altar-mor, a «Assunção da Virgem» marca  um novo período na vida do artista. A influência de Miguel Ângelo faz-se sentir no desenho das figuras humanas,  sendo a técnica - sobretudo o uso liberal da cor branca para salientar as figuras e os pormenores - claramente veneziana; mas a intensidade das cores e a manipulação dos contrastes é de El Greco.

A tendência do pintor para alongar a figura humana, aprendida em Miguel Ângelo, mas também em Tintoretto e Paolo Veronese, e em pintores maneiristas vai caracterizar toda a sua pintura.

A relação de El Greco com a corte de Filipe II foi muito breve e mal sucedida. Pintou dois quadros, a "Alegoria da Santa Liga" ("O Sonho de Filipe II" de 1578-79) e o "Martírio de S.Maurício" (1580-82). A última obra foi rejeitada pelo próprio rei, que encomendou outra para substituir a do pintor de Toledo.

Aquela que é considerada a sua obra prima é pintada após este fracasso, no relacionamento com a corte espanhola. "O Enterro do Conde de Orgaz" (1586-88, Igreja de São Tomé, Toledo) apresenta uma visão sobrenatural da Glória (o Céu) por cima de um impressionante conjunto de retratos que demonstram todos os aspectos da arte deste génio criador. El Greco distingue claramente o Céu e a Terra. Na parte de cima, o Céu é representado por nuvens de forma quase abstracta, e os santos são altos e com expressão fantasmagórica. Na parte de baixo, a escala e a proporção das figuras é normal. De acordo com a lenda, Santo Agostinho e Santo Estêvão aparecem miraculosamente para colocar o conde de Orgaz no túmulo, como prémio pela sua generosidade para com a Igreja. O jovem representado ao lado do corpo do conde é o filho do pintor, Jorge Manuel. Os homens, vestidos contemporaneamente, que estão presentes no funeral são membros proeminentes da sociedade toledana do século XVI. A técnica de apresentação da composição é integralmente maneirista, já que toda a acção se desenrola no primeiro plano.

De 1590 até à sua morte o número de obras pintadas é extraordinário. Sendo que algumas das suas encomendas mais importantes se realizam nos últimos 15 anos da sua vida. O que caracteriza este  período da vida de El Greco é o alongamento extremo dos corpos das figuras pintadas, como na "Adoração dos Pastores" (Museu do Prado, Madrid) pintado entre 1612 e 1614, na "Visão de São João" ou na "Imaculada Conceição" pintada de 1607 a 1613 (Museu de Santa Cruz, Toledo).

Nas três paisagens que pintou, o pintor demonstrou a sua tendência mais característica de dramatizar mais do que descrever, e no seu único quadro que tem a mitologia por assunto, o "Laokoon" de 1610-14, mostrou ter pouco respeito pela tradição clássica. 

Os seus retratos, se são menos numerosos do que as suas obras de carácter religioso, não deixam de ter a mesma qualidade. Tendo pintado personagens da Igreja, como "Frei Felix Hortensio Paravicino (1609) e o "Cardeal Don Fernando Niño de Guevara" (1600), assim como personalidades da sociedade de Toledo, como "Jeronimo de Cevallos" (1605-1610), ou o célebre "O Cavaleiro com a mão no peito" (Museu do Prado) de 1577 a 1584, e outros, todos são característicos dos meios simples com que o artista  criou caracterizações memoráveis, que o colocam numa posição proeminente enquanto retratista, ao lado de Ticiano e de Rembrandt.

El Greco não deixou escola. Após a sua morte, alguns artistas, incluindo o seu filho, realizaram cópias dos seus trabalhos, mas de muito pouca qualidade. A sua arte era demasiado pessoal para poder sobreviver, até porque o novo estilo Barroco começava a impor-se com Caravaggio e Carracci.


Fontes:
Enciclopédia Britânica: "El Greco"

Biografia retirada daqui

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Biografia de François-Xavier Fabre

Pintor, gravador e coleccionador francês. 

Nasceu em Montpellier em 1 de Abril de 1766; 
morreu na mesma cidade em 16 de Março de 1837.

Filho de pintor Fabre começou a sua vida profissional como moço de cozinha do marquês de Montferrier. Este, tendo notado o seu talento de desenhador, encorajou-o a estudar, o que o jovem fará com Jean Coustou (1719-1791) na academia de artes da sua cidade natal, antes de entrar, em 1783, para o estúdio de Jacques-Louis David. Os estudos em Paris foram apoiados por Philippe-Laurent Joubert, financeiro e coleccionador de arte francês, que viu os seus esforços recompensados quando o seu protegido conseguiu, em 1787, o grande prémio de Roma, com o quadro Nebuchadnezzar ordenando a execução dos filhos de Zedekiah, o segundo pupilo de David a consegui-lo. Este sucesso foi consolidado com quatro anos de estudos na Academia de França em Roma e com o entusiasmo com que o seu quadro A Morte de Abel foi recebido no Salão de Paris de 1791.

As simpatias monárquicas de Fabre fizeram com que se mantivesse em Itália durante quase toda a sua vida, afastando-o das convulsões revolucionárias e napoleónicas da França, tendo ido viver para Florença em 1793. Amigo do conde Vittorio Alfieri (1749-1803), um poeta dramático italiano de nomeada, e da sua amante a condessa de Albany (1752-1824), aristocrata belga, mulher do príncipe Carlos Eduardo Stuart, o pretendente católico ao trono inglês, tornou-se membro da Academia de Belas-Artes de Florença. Professor, coleccionador e negociante de arte, François-Xavier Fabre tornou-se um membro importante da sociedade florentina.

As rápidas mudanças nos gostos, a falta de apoio dos seus clientes e a doença, fizeram-no abandonar a pintura histórica, passando a dedicar-se aos retratos, paisagens e gravuras, mantendo-se de qualquer maneira um defensor do neo-classicismo de David.

Em 1824 herdou da sua amante, a condessa de Albany, ela própria herdeira do conde Alfieri, uma substancial colecção de arte, que compreendia 224 quadros, 26 desenhos, 72 gravuras, 4 mármores, 6 bronzes e 30 gessos. Decidido a regressar a Montpellier, doou as obras de arte à sua cidade natal, que o acolheu triunfalmente em 26 de Julho de 1826. Feito barão pelo rei de França Carlos X, em 1828, será o primeiro conservador do Museu Fabre inaugurado nesse mesmo ano no seu dia de aniversário.

Biografia retirada daqui

domingo, 29 de outubro de 2017

Biografia de Guido Gagnacci

Pintor italiano do século XVII

Nasceu em San Arcangelo di Romagna, Itália,  em 20 de Janeiro de 1601; morreu em Viena, Áustria, em 1663.

Pintor italiano, estudou em Bolonha com Guido Reni de 1616 a 1621, indo depois para Roma onde  terminou a sua educação com Guercino.

A sua primeira obra documentada, a Procissão do Santíssimo (1627, na Igreja paroquial de Saludecio), fazia parte de um projecto mais vasto que nunca foi concretizado. Para a mesma igreja pintou, na mesma altura, um quadro sobre São Sixto II.

Em 1628 vivendo em Rimini, tentou raptar uma viúva aristocrata, a condessa Teodora Stivivi, para obrigar a família a consentir no seu casamento. A tentativa fracassou, fazendo com que Teodora entrasse num convento, donde só saiu para casar de novo, e teve consequências para o pintor que afectaram o decurso da sua carreira. 

Trabalhou nos arredores de Rimini até 1631, tendo pintado algumas obras importantes, caracterizadas por um claro-escuro dramático, que parece sugerir que esteve em contacto com discípulos de Caravaggio, sobretudo Orazio Gentileschi, em Roma.

De 1642 a 1644 esteve em Forli, na capela da Madonna del Fuoco, onde pintou algumas das suas principais obras, mas teve de abandonar o trabalho, quando se soube o que se tinha passado em Rimini. Foi para Faenza, depois Bolonha e finalmente Veneza, onde já trabalhava em 1648, tendo aí vivido mais de dez anos, começando por usar um nome falso.

É a época em que deixa de ter encomendas de instituições religiosas, e começa a trabalhar para particulares oferecendo-lhes quadros de mulheres famosas, como Lucrécia, Cleópatra, Maria Madalena -, e obras com motivos alegóricos.

O fim da sua vida passou-o em Viena, na corte de Leopoldo I, onde viveu de 1660 até à sua morte ocorrida em 1663, tendo aí pintado algumas das suas principais obras.

Quando se soube da sua morte em Rimini, Monsenhor Giacomo Villani escreveu no seu diário: «pintor de feliz engenho, mas de infeliz fortuna».

Fonte:
Grove Dictionary of Art

Biografia retirada daqui

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Biografia de Marcus Gheeraerts, o Moço

Retratista flamengo de finais do séc. XVI, princípios do XVII.

Nasceu em 1562; 
morreu em Londres em 1636

Retratista flamengo, nascido em 1562, viajou para a Inglaterra com o seu pai Marcus Gheeraerts, o Velho (c.1530-c.1590), um gravador e pintor que se estabeleceu em Londres em 1568. 

Marcus o Moço foi provavelmente o principal retratista da sociedade londrina no pico de sua carreira. A sua popularidade começou a diminuir a partir de 1615, não sendo fácil distinguir o seu trabalho de alguns dos seus contemporâneos. 

A obra mais famosa que lhe é atribuída é o extraordinário retracto em tamanho real da rainha Isabel I conhecido pelo retrato de «Ditchley». O quadro pintado por volta de 1592 pertence à National Portrait Gallery de Londres, retracta a rainha de pé sobre um mapa de Inglaterra.

Biografia retirada daqui

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Biografia de Francisco José de Goya Y Lucientes

Pintor espanhol de finais do séc.18 e princípios do séc. 19.
Nasceu em Fuentedetodos, Aragão, Espanha, em 30 de Março de 1746; 
morreu em Bordéus, França, em 16 de Abril de 1828.

Filho do mestre dorador José de Goya e de Gracia Lucientes, começou os estudos em Saragoça, ensinado pelo pintor José Luzán, instruído em Nápoles, professor na Academia de Desenho de Saragoça, e foi, mais tarde, em Madrid, pupilo do pintor da corte espanhola Francisco Bayeu, tendo casado com a irmã deste em Julho de 1773.

Em 1770 foi para Itália continuar os estudos, pelos seus próprios meios, regressando no ano seguinte a Saragoça, onde foi encarregado de pintar frescos para a Catedral local. este trabalho foi executado a espaços durante os dez anos seguintes, até que se incompatibilizou com a Junta da Fábrica [da Basílica de Nossa Senhora] do Pilar.

Em 1775, tendo passado a viver em Madrid, chamado pelo seu cunhado, Francisco Bayeu, foi encarregue de pintar a primeira série de cartões, de um lote que acabaria por chegar em 1792 às 60 pinturas, para a Real Fábrica de Tapeçarias de Santa Bárbara. Neste trabalho foi dirigido pelo artista alemão Anton Raphael Mengs, um dos expoentes do Neoclassicismo, e director artístico da corte espanhola, com o título de Primeiro Pintor da Câmara.

Em 1780 foi eleito membro da Real Academia de São Fernando de Madrid, sendo admitido com um quadro intitulado «Cristo na Cruz». Em 1785 tornou-se director-adjunto de pintura da Academia e no ano seguinte foi nomeado pintor do rei Carlos III. Desta época pertencem os primeiros retratos de personagens da corte espanhola, que começaram com o quadro do Conde de Floridablanca (1783), continuando com o retrato de «Carlos III, caçador» e que terminam com os quadros oficiais do novo rei, Carlos IV, e rainha, Maria Luísa (1789). Retratos em poses convencionais, mas de uma elegância que os relaciona com os retratos de Velasquez. 

Nomeado Pintor da Câmara pelo novo rei de Espanha, Goya torna-se neste período, que acabará em 1808, com a invasão francesa da Espanha, o artista mais bem sucedido de Espanha naquela época. Em 1792, viajando pela Andaluzia, sem autorização real, adoece gravemente, só se restabelecendo em Abril de 1793, ficando surdo. São desta época as pinturas de gabinete que representam cenas que representam diversões típicas, mas que terminaram em 1799 com «O Manicómio». 

Dessa viagem pelo sul de Espanha nasce a amizade com a duquesa de Alba, que retratará, assim como ao seu marido, em 1795. Em 1796 e 1797 Goya visitará  em estadias prolongadas a duquesa de Alba nas suas propriedades na Andaluzia, começando a produzir as gravuras em áqua-tinta a que dará o nome de «Os Caprichos», e que acabarão por constituir uma longa série de 80 gravuras. Quando as termina, em Fevereiro de 1799, coloca-as à venda na loja de perfumes por baixo da sua casa em Madrid. Mas progressivamente vai retirando-as de venda, possivelmente por se reconhecer terem referências a pessoas conhecidas.

Em 31 de Outubro de 1799 foi nomeado Primeiro Pintor da Câmara, com direito a coche. Em 1803 deu ao rei as chapas dos «Caprichos», em troca de uma pensão para o filho Francisco Xavier, nascido em Dezembro de 1784. Em 1798, começa a sua segunda época de retratos de figuras públicas, pintando o ministro Jovellanos e o embaixador francês Guillemardet, passando pelo seu  famoso retrato da família real espanhola (1800-1801) e terminando nos retratos, do marquês de San Adrián (1804) e de Bartilé Sureda (1806).

Em 1808, o general Palafox chama-o a Saragoça para pintar as ruínas e episódios da defesa heróica da cidade contra os franceses. Mas em Dezembro de 1809 Goya jura fidelidade a José Bonaparte, «nomeado» rei de Espanha pelo irmão Napoleão, imperador dos franceses, recebendo em 1811 a condecoração da Ordem Real de Espanha. É desta época a realização dos «Desastres da Guerra» que se prolongarão até 1820, e que, devido ao seu estilo impressionista influenciarão pintores franceses do século XIX, como Monet.

Em 1814, começando o seu processo de «purificação» das suspeitas de colaboracionismo com o regime do «rei José», entrega os primeiros testemunhos que declaram que Goya não era afecto ao governo intruso, pintando os quadros «O Dois de Maio ou a Carga dos Mamelucos» e os «Fuzilamentos da Moncloa», para perpetuar a resistência e a luta do povo espanhol contra Napoleão Bonaparte. Em Dezembro termina o quadro equestre do general Palafox.

No ano seguinte a Inquisição abre um processo por obscenidade pela suas «Majas», mas o pintor consegue a «purificação», sendo-lhe restituído a função de Primeiro Pintor da Câmara. Pinta vários retratos de Fernando VII, após a sua restauração, evocando melhor que ninguém a personalidade cruel do rei.

Com o fim do triénio liberal (1820-1823), o falhanço de uma nova tentativa de instauração de um regime liberal em Espanha (1824), e o reacender das perseguições, pede autorização para ir para França, para as Termas de Plombières, por motivos de saúde, partindo em Maio de 1824.

Em Setembro desse ano instala-se em Bordéus, morrendo em 1828.

Fontes: 
Enciclopédia Britânica

Biografia retirada daqui

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Biografia de Geoffrey Hunt

Artista contemporâneo de temas navais.
Nasceu em 1948;

Geoffrey Hunt estudou desenho gráfico nas Escolas de Arte de Kingston e Epsom entre 1966 e 1970. Depois de dois anos de actividade no sector da publicidade, tornou-se pintor e desenhador independente.

Foi director artístico do Warship Journal de 1977 a 1979, tendo sido o responsável gráfico e tipográfico de muitos livros sobre assuntos náuticos editados pela Conway Maritime Press.

Em 1979, acompanhado da mulher, foi navegar para o Mediterrâneo, a bordo do seu iate Kipper. Quando regressou a Inglaterra passou a dedicar-se à pintura de assuntos náuticos. A sua obra está representada em colecções públicas e privadas, sobretudo na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, mas também no resto do Mundo.

Em 1981 foi convidado a pintar as capas dos livros da célebre série sobre a Royal Navy na época das guerras da Revolução e do Império, contando as aventuras do capitão Aubrey e de Stephen Maturin, escritas pelo escritor Patrick O'Brien. A série, começada em 1970 com o título "Master and Commander", e de que alguns livros foram traduzidos e editados em Portugal, acabou por ter todas as capas dos 20 volumes da série pintadas por Geoff Hunt.

Em 1989 o Museu Real Naval de Portsmouth, em Inglaterra, adquiriu a série de doze quadros que Hunt tinha pintado sobre a actividade da Marinha britânica durante as guerras napoleónicas.

Foi eleito membro da Sociedade Real de Artistas Navais (Royal Society of Marine Artists), tendo servido como seu Tesoureiro em 1992, sendo actualmente seu Tesoureiro Honorário.

Geoffrey William Hunt vive em Wimbledon, Inglaterra, com a mulher e os seus dois filhos.

Biografia retirada daqui

sábado, 21 de outubro de 2017

Biografia de William Hogarth

Pintor e gravador inglês do século XVIII.
Nasceu em Londres, Inglaterra, em 10 de Novembro de 1697, e  morreu na mesma cidade em 25 de Outubro de 1764.

Quinto filho de Richard Hogarth, um mestre escola do Norte de Inglaterra que abriu um café em Londres, tendo sido preso devido às suas dívidas, ao terminar em 1718, ano da morte pai, a sua aprendizagem na oficina de Elis Gamble, um gravador seu familiar, começou a partir de Abril de 1720 a trabalhar como gravador independente em cobre, tendo-se tornado conhecido em 1726 pelas suas ilustrações para o romance Hudibras, publicado nesse mesmo ano por Samuel Butler. As suas primeiras gravuras alegóricas, The South Sea Scheme e  The Lottery, que tiveram bastante sucesso, deram origem às suas sátiras gravadas a preto e branco que o tornaram conhecido em Inglaterra e internacionalmente. Começou a pintar por volta de 1728, depois de ter estudado na academia gratuita de Sir James Thornill, em Convent Garden, artista de quem se tornará amigo e que se tornará seu sogro, realizando pequenas cenas de grupo tais como A Musical Party (1730?), por volta de 1735 já tinha estabelecido uma reputação como pintor de costumes, por meio de duas séries de pinturas, A Harlot's Progress (1731-1732, destruído pelo fogo em 1755) e A Rake's Progress (1735). Por meio das colecções de gravuras que fez destas pinturas, Hogarth ganhou a reputação de ser um brilhante artista satírico. Sofrendo com a pirataria das suas gravuras mais populares, conseguiu em 1735 a aprovação de uma lei sobre direitos de autor, conhecida por Lei de Hogarth, e oficialmente como Engravers' Copyright Act. Criou logo a seguir a Academia de Saint Martin's Lane, uma escola para jovens gravadores. 

Dois dos trabalhos  mais ambiciosos de Hogarth, embora pouco característicos da sua obra, são os murais The Good Samaritan  e The Pool of Bethesda pintados na escadaria do Hospital de São Bartolomeu em Londres (1735 a 1736). Estes murais foram executados no estilo grande, um estilo barroco muito ornamental, que utilizava assuntos mitológicos, muito popular na arte francesa e italiana da época. 

Em 1743  Hogarth terminou as seis pinturas intituladas Marriage à la Mode, e em 1745 seguiram-se as gravuras baseadas nestas pinturas. A sátira de Hogarth ao casamento por dinheiro, os detalhes sobre a vida das classes abastadas, a sua mestria na apresentação de cenas complexas encontram provavelmente a sua mais alta expressão nesta série, considerada o seu trabalho de maior qualidade. A este período pertencem também muitos de retratos de Hogarth. Entre os seus melhores  retratos encontram-se o de Garrick as Richard III (1745) e The Shrimp Girl (c.1740-43). 

Em 1753 Hogarth escreveu The Analysis of Beauty, uma afirmação dos seus princípios estéticos. Quatro anos mais tarde foi nomeado pintor do rei Jorge II. Durante os últimos anos da sua vida, Hogarth enleou-se em polémicas de carácter político com o controverso político reformista britânico John Wilkes, que tinha satirizado numa gravura em que o representou com uma peruca em forma de corno e um barrete simbólico da liberdade que transforma num halo para si próprio. Wilkes retaliou com um ataque no seu jornal The North Briton. 

A última gravura de Hogarth, The Bathos, que pretendia ser um trabalho de despedida, foi publicada em 1764. Morreu em Chiswick em 26 de Outubro 1764. No seu monumento está um epitáfio escrito pelo seu amigo, o actor David Garrick

Fonte:
Enciclopédia Britânica

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Biografia de Sir Godfrey Kneller

Pintor inglês de finais do séc. XVII e inícios do XVIII.

Nasceu em Lubeque, em 8 de Agosto de 1646/49; morreu em Londres em 19 de Outubro de 1723.

Gottfried Kniller, o seu nome alemão original, transformou-se no principal retratista a trabalhar em Inglaterra no fim do séc. XVII e começo do XVIII. 

Estudou em Amsterdão com Ferdinand Bol, uma dos pupilos de Rembrandt, antes de ir para Itália em 1672. O seu quadro Elijah (actualmente na Tate Gallery de Londres) desse mesmo ano mostra um estilo muito perto do de Bol. Em Itália começou a pintar retratos ao mesmo tempo que modificou o seu estilo. 

Tendo viajado para Inglaterra em 1674 ou 1675, especializou-se logo como retratista, sobretudo a partir do momento em que pintou o retrato do rei Carlos II, sucedendo a Peter Lely, o principal retratista do período da Restauração, como pintor preferido do rei. Kneller foi nobilitado em 1691 e feito Barão em 1715. 

O estilo de Kneller era largo e fácil, o que não impedia as suas caracterizações de serem  penetrantes. Entre os seus melhores trabalhos figuram os 42 retratos dos membros do famoso grupo  literário conhecido pelo clube Kit-Kat, actualmente na National Portrait Gallery, de Londres. Estes quadros foram pintados entre aproximadamente 1700 e 1720, e são de um tamanho (36 x 28 polegadas) que permitiram um retrato de meia-altura que mostra uma ou ambas as mãos, e que se  tornou conhecido por "tamanho kitcat". Também realizou uma série de retratos intitulada de "As beldades de Hampton Court" assim como os retratos de almirantes britânicos (National Martime Museum, de Greenwich). 

Nestes trabalhos, os assistentes do estúdio de Kneller pintaram os tecidos e outros elementos decorativos subsidiários.

Fontes: 
Enciclopédia Britânica

Biografia retirada daqui

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Biografia de Ado Malagoli

Formou-se em artes decorativas na Escola Profissional Masculina, em 1922, sendo aluno de Giuseppe Barchita. De 1922 a 1928 estuda tem com o professor Enrico Vio no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, trabalhando com Francisco Rebolo Gonzales na pintura de painéis decorativos. 

Entra em contato com Volpi e Mario Zanini. Em 1928 no Rio de Janeiro, ingressa na Escola Nacional de Belas Artes e em 1933 integra o Núcleo Bernardelli . Ganha o prêmio viagem em 1942, concedido pelo Salão Nacional de Belas Artes, e vai para os Estados Unidos, onde permanece de 1943 a 1946. Cursa história da arte e museologia no Fine Arts Institute da Universidade de Colúmbia, e organização de museus no Brooklin Museum. Em 1946 ocorre sua primeira individual na Careen Gems Gallery, em Nova York. 
Fixa-se em Porto Alegre na década de 50 e ingressa como professor de pintura no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul em 1952. Assume o cargo de superintendente do Ensino Artístico da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, torna-se responsável por toda a Divisão de Cultura da secretaria. Em 1954, cria o Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Margs, inaugurado em 1957. Integra a Comissão de Seleção da Mostra Arte Gaúcha em 1982. 
Em 1997, em homenagem ao seu fundador, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul passa denominar-se Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli. 

Fixa-se em Porto Alegre na década de 50 e ingressa como professor de pintura no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul em 1952. Assume o cargo de superintendente do Ensino Artístico da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, torna-se responsável por toda a Divisão de Cultura da secretaria. Em 1954, cria o Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Margs, inaugurado em 1957. Integra a Comissão de Seleção da Mostra Arte Gaúcha em 1982. 
Em 1997, em homenagem ao seu fundador, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul passa denominar-se Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli. 
Fixa-se em Porto Alegre na década de 50 e ingressa como professor de pintura no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul em 1952. Assume o cargo de superintendente do Ensino Artístico da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, torna-se responsável por toda a Divisão de Cultura da secretaria. Em 1954, cria o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.


Noticia retirada daqui

domingo, 15 de outubro de 2017

Biografia de Johann Heinrich Wilhelm Tischbein

Pintor alemão.

Nasceu em Haina, no Hesse [Alemanha] em 15 de Fevereiro de 1751;
morreu em Eutin, no Oldenburgo [Alemanha] em 26 de Junho de 1829.

Ensinado pelo tios em Hamburgo, começou a trabalhar na Holanda, em 1771. Regressado à Alemanha em 1777, tornou-se um retratista de sucesso na corte prussiana, em Berlim, tendo pintado um retrato da princesa herdeira Luísa de Mecklembourg. Tendo-se desinteressado do retrato, transferiu-se para Munique, onde estou a obra de Durer e dos pintores primitivos alemães, tendo visitado Roma em 1779. Estabeleceu-se em Roma em 1783, tendo sido nomeado director da academia de arte de Nápoles em 1789. Nessa cidade dedicou-se a desenhar gravuras dos vasos gregos da colecção de Sir William Hamilton, embaixador britânico em Nápoles, obra importante na afirmação do  neo-classicismo, sendo grande parte dos seus desenhos realizados sobre as obras de Homero. Obrigado a abandonar o país, devido à invasão francesa de 1799, que instituiu uma república efémera, Tischbein regressou à Alemanha. 

O seu quadro mais famoso é «Goethe na Campagna de Roma», pintado entre 1786 e 1788, realizado após  a viajem que fizeram juntos de Roma para Nápoles. Goethe tentou interessá-lo pelo movimento neo-clássico, em moda em finais do século XVIII, tendo pintado a célebre Charlotte Campbell, como «Erato», por volta de 1790,  mas Tischbein acabou por ser influenciado pelo romantismo alemão.

Tischbein foi membro de uma célebre família de pintores que produziu mais de 20 artistas em três gerações.

Fonte:
Encyclopedia Brittanica.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Biografia de Salvador Viniegra

Pintor histórico espanhol.
Nasceu em Cádis em 23 de Novembro de 1862;
morreu em Madrid em 29 de Abril de 1915.

Começou por estudar para a advocacia, mas cedo se decidiu a ser pintor, tendo entrado para a Escola de Belas Artes de Cádis. Aí foi discípulo de Rámon Rodriguez e José Perez.

Começou por pintar aguarelas, que deram origem a um álbum que, em 1877, teve bastante êxito. Nos anos seguintes ganhou vários prémios de pintura em exposições regionais, e conseguiu a aprovação dos pais para realizar uma viagem a Roma, tendo-se dedicou ao estudo do desenho ao vivo. Regressado a Espanha em 1882, concorreu nesse mesmo ano à Exposição de Hernandéz com o seu quadro Um pátio de Sevilha. Mais tarde, concorreu com outro quadro - A bênção dos campos em 1800 -, de grandes dimensões, que teve um grande sucesso quando exposto na Exposição Nacional de Madrid de  1887, e que lhe valeu a obtenção da medalha de primeira classe do certame. 

Em 1890 ganhou o concurso para um lugar de bolseiro de mérito da Academia Espanhola de Belas Artes de Roma. Aí residiu até Novembro de 1896, sendo o período italiano o mais rico da sua vasta obra. Expôs em Munique, em Roma, em Budapeste, sendo as suas obras, sobretudo a Bênção dos campos, reproduzidos incessantemente, o que o tornou um pintor muito popular em Espanha, e também na Europa.

Em 1897 apresentou outro dos seus célebres quadros, A romaria do Rossio, que expôs em Roma, na Sala Dante, assim como na Exposição Nacional de Belas Artes de Madrid do mesmo ano, e nas Exposições Internacionais de Munique e Viena de 1898, onde foi premiado com várias Medalhas de Ouro. Este quadro continuou a sua carreira internacional ao ser contratado por um negociante polaco, que o expôs em várias cidades da Europa oriental. O pintor cedeu-o ao Museu de Arte Moderna de Madrid em 1905.

Em 1898 foi nomeado subdirector e conservador do Museu Nacional de Pintura, de Espanha, com sede em Madrid, tendo mais tarde dirigido o Museu de Madrid. O governo português atribuiu-lhe o colar e placa da ordem de Santiago.

Fonte:
Enciclopdia Universal Ilustrada Europeo-Americana, Tomo LXVIII, Madrid, Espasa-Calpe, págs.1687-1689. 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Biografia de Andy Warhol

Um dos iniciadores e expoentes da Pop Art.
Nasceu em 6 de Agosto de 1928, em Pittsburgh, nos E.U.A.;
morreu em 22 de Fevereiro de 1987, em Nova Iorque.

Terceiro e último filho de emigrantes da Checoslováquia, de apelido Warhola, o pai, Andrei, veio para os Estados Unidos para evitar ser recrutado pelo exército austro-húngaro, no fim da Primeira Guerra Mundial. Em 1921 a mulher, Julia, juntou-se-lhe, tendo a família ido viver para Pittsburgh. Durante essa época Andy foi atacado por uma doença do sistema nervoso central, que o tornou bastante tímido.

Estudou no liceu de Schenley onde frequentou as aulas de arte, assim como as aulas do Museu Carnegie, instituição sedeada perto do liceu. A família, com base nas poupanças, conseguiu pagar-lhe os estudos universitários no célebre Instituto de Tecnologia Carnegie, a actual Carnegie Melon University, onde teve que se se esforçar bastante, sobretudo na cadeira de Expressão, devido ao seu deficiente conhecimento do inglês, já que a mãe nunca tinha deixado de falar checo em família. Por sua vez, nas aulas artísticas, em vez de ter Andrew criava problemas, ao não aceitar seguir as regras estabelecidas.

De qualquer maneira, devido ao fim da 2.ª Guerra Mundial, foi obrigado a abandonar o Instituto no fim do primeiro ano, para dar lugar aos soldados americanos desmobilizados, a beneficiar de entrada preferencial nas Universidades americanas com a passagem da Lei de Desmobilização (GI Bill). Alguns dos seus professores defenderam a sua permanência na instituição, e pôde por isso frequentar o Curso de Verão, que lhe permitiria reinscrever-se no Outono seguinte. Os seus trabalhos nesse Curso fizeram-no ganhar um prémio do Instituto e a exposição dos seus trabalhos. Acabou a licenciatura com uma menção honrosa em desenho, indo viver para Nova Iorque em Junho de 1949, à procura de emprego como artista comercial.

Contratado pela revista Glamour, começou por desenhar sapatos, mas os primeiros desenhos apresentados tiveram de ser refeitos devido às suas claras sugestões sexuais. Passou a desenhar anúncios - actualmente ainda muito normais na publicidade de moda nos EUA - para revistas como a Vogue e a Harper's Bazaar, assim como capas de livros e cartões de agradecimento.

Em 1952 a sua mãe foi ter com ele a Nova Iorque. Entretanto tinha retirado o «A» final do seu apelido e passado a usar uma peruca branca, bem visível por cima do seu cabelo escuro. Em Junho desse ano realizou a sua primeira exposição na Hugo Gallery: «15 Desenhos baseados nos escritos de Truman Capote». A exposição foi um sucesso não só comercial como artística, que lhe permitiu viajar pela Europa e Ásia em 1956.

Em 1961 realizou a sua primeira obra em série usando as latas da sopa Campbell's como tema, continuando com as garrafas de Coca-Cola e as notas de Dólar, reproduzindo continuamente as suas obras, com diferenças entre as várias séries, tentando tornar a sua arte o mais industrial possível, usando métodos de produção em massa. Estas obras foram expostas, primeiro em Los Angeles, na Ferus Gallery, depois em Nova Iorque, na Stable Gallery. Em 1963 a sua tentativa de «viver como uma máquina» teve uma primeira aproximação com a inauguração do seu estúdio permanente - The Factory - A Fábrica.

Andy Warhol passou então a usar pessoas universalmente conhecidas, em vez de objectos de uso massificado, como fontes do seu trabalho. De Jacqueline Kennedy a Marilyn Monroe, passando por Mao Tse-tung, Che Guevara ou Elvis Presley. A técnica baseava-se em pintar grandes telas com fundos, lábios, sobrancelhas, cabelo, etc. berrantes, transferindo por serigrafia fotografias para a tela. estas obras foram um enorme sucesso, o que já não aconteceu com  a sua série Death and Disaster (Morte e Desastre), que consistia em reproduções monocromáticas de desastres de automóvel brutais, assim como de uma cadeira eléctrica. 

Em 1963 começou a filmar, realizando filmes experimentais, propositadamente muito simples e bastante aborrecidos, como um dos seus primeiros - Sleep (Dormir) - que se resumia à filmagem durante oito horas seguidas um homem a dormir, ou Empire (Império), que filmou o Empire State Building do nascer ao pôr do sol. Mas os filmes foram tornando-se mais sofisticados, começando a incluir som e argumento. O filme Chelsea Girls, de 1966, que mostra duas fitas lado a lado documentando a vida na Factory, foi o primeiro filme underground a ser apresentado numa sala de cinema comercial.

Para além do cinema Warhol também foi produtor do grupo de rock-and-roll Velvet Underground, que incluía naquela época Sterling Morrison, Maureen Tucker, John Cale e Lou Reed e a cantora alemã Nico. Arranjou-lhes um local para ensaiar, pagou-lhes os instrumentos musicais e deu-lhes alguma da sua aura. Para além dos discos os Velvet e Warhol produziram o espectáculo Exploding Plastic Inevitable, que utilizava a música do grupo e os filmes do artista. Os Velvet, já famosos, entraram definitivamente na história ao darem o nome à revolução checa de 17 de Novembro de 1989 que derrubou pacificamente o regime comunista - a Velvet Revolution.

Em Junho de 1968 Valerie Solanas, uma frequentadora da Factory, criadora solitária da SCUM (Society for Cutting Up Men), entrou no estúdio de Warhol e alvejou-o quase mortalmente. O pintor demorou mais de dois meses a recuperar. Quando saiu do hospital tinha perdido muita da sua popularidade junto da comunicação social. Dedicou-se então a criar a revista Interview, e a apoiar jovens artistas em início de carreira, para além de escrever livros - a sua autobiografia The Philosophy of Andy Warhol (From A to B and Back Again) foi publicada em 1975 -, e apresentar dois programas em canais de televisão por cabo. A sua pintura voltou-se para o abstraccionismo e o expressionismo, criando a série de pinturas - Oxidation (Oxidação) - que tinham como característica principal o terem recebido previamente urina sua.

Em 1987 foi operado à vesícula. A operação correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. Era célebre há 35 anos. De facto, a sua conhecida frase: «In the future everyone will be famous for fifteen minutes» (No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos), só se aplicará no futuro, quando a produção cultural for totalmente massificada e em que a arte será distribuída por meios de produção de massa.

Fonte:
Enciclopédia Britânica

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Biografia de Franz Xaver Winterhalfer

Pintor alemão, famoso pelos seus retratos da realeza.
Nasceu em 20 de Abril de 1805, em Menzenschwand, Alemanha;
morreu em 8 de Julho de 1873, em Frankfurt.

Tendo estudo em Friburgo e em Munique, entrou no círculo das casas reais quando se tornou mestre de desenho de Sofia, futura grã-duquesa de Baden. Em 1834 foi para Paris, tendo-se tornado retratista afamado com o apoio do rei Luís Filipe, e depois com a protecção de Napoleão III.

Em 1841 a pedido da rainha Vitória foi a Londres para pintar a soberana, tendo pintado também personagens famosas da sociedade britânica. Durante a sua carreira pintou muitas personagens da realeza europeia, primeiro com uma técnica bastante conservadora, mas mais tarde com uma técnica mais livre, que lhe granjeou a fama de que gozou, devido ao charme romântico dos seus retratos. No final da sua vida, chegou mesmo a pintar directamente sobre a tela, sem realizar estudos preliminares.

A obra de Winterhalfer, bastante conhecida devido sobretudo às inumeráveis cópias feitas dos retratos que pintou, ainda hoje é valorizada devido à descrição que faz das personagens das casas reais europeias da segunda metade do século XIX.

Fonte:
Enciclopédia Britânica

sábado, 7 de outubro de 2017

Biografia de Charles Turner

Nasceu em Old Woodstock,Oxfordshire, Inglaterra,  em 31 de Augusto de 1774;
morreu em Londres em 1 de Agosto de 1857.

Filho de um cobrador de impostos arruinado, cresceu em Blenheim, no Palácio do Duque de Marlborough, onde a sua mãe residia, encarregue dos serviços de porcelana.

Turner foi para Londres em 1795 para se empregar nas oficinas do gravador e livreiro, e futuro Mayor de Londres, John Boydell, tendo estudado na Royal Academy. Trabalhou em gravura pontilhada à maneira de Bartolozzi e água-tinta, mas foi em mezzo-tinto, que trabalhou mais, tornando-se nessa técnica um artista reconhecido. 

Produziu mais de seiscentas gravuras, dois terços das quais foram retratos. As vinte e quatro gravuras que realizou para o «Liber Studiorum» de J. M. W. Turner e outras realizadas para este pintor, de quem se tornou amigo, foram realizadas todas em mezzo-tinto.

Em 1812 foi nomeado gravador do Rei, e em 1828 tornou-se sócio da Academia Real, onde exibiu regularmente os seus trabalhos de 1810 a 1857.


Fontes:
The Dictionary of National Biography,
founded in 1882 by George Smith
Oxford, Oxford University Press, 1998

Enciclopédia Britânica

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Biografia de Francisco de Matos Vieira (Vieira Lusitano)

n.      4 de outubro de 1699.
f.       13 de agosto de 1783.

Cavaleiro professo na Ordem de Santiago da Espada, pintor histórico da Casa Real, académico de mérito da Academia de S. Lucas em Roma, etc. Era mais conhecido pelo [nome de] Vieira Lusitano, por ser natural de Lisboa, onde nasceu a 4 de outubro de 1699, e faleceu no sitio do Beato António a 13 de agosto de 1783.

Era destinado pela sua família à carreira eclesiástica, mas desde criança revelou tal vocação para o desenho, tanto parecia que as belas artes o atraíam, e que nelas poderia alcançar de futuro um grande nome, que essa resolução foi posta de parte. Uns fidalgos da quinta da Boavista, situada próximo do convento da Luz, quiseram conhecê-lo, e o pai lá foi apresentá-lo. Nessa quinta é que Francisco de Matos Vieira se encontrou com uma menina, que foi a sua primeira e única paixão, e por causa da qual muito havia de sofrer toda a vida. Esse amor que foi desabrochando por entre os brinquedos infantis, havia de atormentá-lo, depois, até ao fim da vida. Vieira ia fazendo progressos no desenho, e o marquês de Abrantes, que viu alguns desses trabalhos, e estava nomeado embaixador em Roma, propôs-lhe levá-lo consigo e protege-lo, para que ele pudesse aperfeiçoar-se na arte, para que mostrava tão evidente vocação. A família de Vieira aceitou a proposta, e a criança foi estudando regularmente com um professor, cujo nome se ignora, até que a 16 de Janeiro de 1712 saiu de Lisboa na companhia do diplomata português com destino à capital italiana. O navio que o conduzia sofreu um violento temporal defronte de Cartagena, mas felizmente chegou a porto de salvamento.

Em Roma foi discípulo de Lutti, e seguindo as indicações deste professor, estudou os quadros dos Caraches da galeria dos Farnésios, frequentou as academias nocturnas, e procurou com grande ardor aproveitar utilmente e tempo, mas o marquês de Abrantes lembrou-se de o distrair desses trabalhos encarregando-o de lhe fazer desenhos de todos os festejos e funções religiosas que se efectuavam em Roma, de todos os ornamentos e peças que serviam de adorno aos altares da basílica de S. Pedro, do museu do cardeal de Alpedrinha, e satisfeitas todas estas vontades, ainda o marquês de Abrantes o mandou copiar os panos de Arrás, os candelabros, os móveis e tudo quanto guarnecia a sala principal do palácio da embaixada, bem como tirar um desenho da sua carruagem. Nesta altura estava o diplomata português quase em vésperas de regressar a Portugal, e queria trazer consigo e seu protegido, ao qual comunicou a sua intenção. Vieira recebeu grande desgosto ao saber de tal ideia, porque na verdade, pouco aproveitara com a sua estada em Roma, e pediu-lhe para se demorar mais algum tempo, por ser o seu ardente desejo aperfeiçoar-se na pintura. O marquês de Abrantes não gostou do pedido, e parece mesmo que tratou desabridamente o seu protegido; afinal, reconhecendo que o pedido era razoável, deixou-o ficar em Roma, e Vieira ali se demorou mais dois anos, entregando-se então com todo o ardor ao estudo, e tendo Trevisani por mestre. Tomando parte num concurso da Academia de S. Lucas, ganhou o prémio com um trabalho em que representou a conhecida cena de Noé embriagado diante de seus filhos, sendo ele o primeiro português que em Roma alcançou tão sabida honra.

Regressando à pátria depois de 7 anos de ausência, foi logo encarregado por D. João V de fazer um grande quadro do Santíssimo Sacramento para servir na procissão do Corpo de Deus, e depois de lhe pintar o retrato para servir de modelo aos cunhos da moeda. Posteriormente pintou também na sacristia da igreja patriarcal alguns quadros, representando Os Apóstolos, um Ecce Homo, Cristo crucificado, O Senhor preso à coluna, Cristo caminhando para o Calvário; e igualmente fez os esboços de três quadros do Salvador, S. João Evangelista e S. Lucas, os quais não chegou a concluir. Entretanto Vieira Lusitano e a menina de quem já se falou, D. Inês Helena de Lima e Melo, estavam cada vez mais apaixonados um pelo outro, e como a família de D. Inês se opunha ao casamento por julgarem o noivo de condição inferior, os dois namorados procuraram obter do patriarcado as licenças necessárias para o consorcio se realizar por procuração e apesar daquela resistência. O casamento realizou se, mas os pais da noiva, logo que souberam das diligências em que andava Vieira, levaram a filha para o convento de Santana, e a obrigaram a professar, embora ela protestasse era casada. Francisco de Matos Vieira tentou por todos os modos legais tirar a esposa da clausura, mas como nem o próprio soberano o atendeu, decidiu voltar a Roma afim de pedir ao papa os breves precisos para a realização do seu desejo.

Esteve mais de cinco anos em Roma, trabalhando activamente, por um lado para entrar na posse de sua mulher, e por outro estudando constantemente para mais se aperfeiçoar na pintura, e se é certo que os seus esforços se malogravam quanto ao seu casamento não é menos certo, no que respeita ás artes. tiveram eles o melhor êxito, porque, consolidando de dia para dia a sua reputação, foi feito académico de mérito na Academia de S. Lucas. Já antes da sua segunda viagem, em 22 de outubro de 1719, havia entrado na confraria de S. Lucas, onde estava designado com o nome de Francisco Vieira de Matos. No ano seguinte foi feito membro do conselho administrativo deste instituto. Dos trabalhos que então executou, especializa-se o quadro que pintou para a Academia representando Moisés na presença do rei do Egipto. Voltando à pátria desanimado por não ter conseguido do pontífice aquilo que tanto ambicionava, entendeu-se com sua mulher e com ela deliberou levar a efeito o projecto, saltando embora por cima de todas as leis civis e eclesiásticas. Arranjou meio de lhe chegar ás mãos um fato completo de homem, e um dia, ao anoitecer, D. Inês saiu da sua cela, passou em frente da abadessa, que não a reconheceu com aquele disfarce, e saiu do mosteiro para se encontrar com seu marido, e assim no fim de tantos anos de trabalhos e de amarguras puderam unir-se os dois estremecidos esposos. Não tardou que a fuga de Inês fosse conhecida no convento, e os parentes, ao saberem do facto, logo juraram que Vieira Lusitano não ficaria impune.

Um irmão da ex-reclusa constituiu-se em vingador da honra da família supostamente ultrajada, e esperando o pintor próximo, da rua das Pretas, desfechou sobre ele um tiro de pistola, que o feriu gravemente. Algum tempo depois, Vieira Lusitano achando-se restabelecido, foi pedir a D. João V justiça contra o seu traiçoeiro agressor, mas o monarca não o atendeu, porque influencias poderosas evitaram que a justiça procedesse; o criminoso saiu do reino livremente, e passados anos, caindo em miséria, viu-se na dura necessidade de ir mendigar o pão àquele mesmo que tentara assassinar. No entretanto, Matos Vieira, temendo algum novo insulto, retirou-se por algum tempo para o convento dos Paulistas, onde em 1730 e 1731 pintou uns famosos eremitas para o cruzeiro da igreja, e depois resolveu, para viver sossegado, uma nova viagem a Roma, mas chegando a Sevilha em 1733, foi dali chamado a Lisboa, e voltando a esta cidade, foi nomeado pintor do rei com o ordenado mensal de 60$000 reis e as obras pagas. Esteve em Mafra, onde enviuvou em 1775, e cheio de desgosto pela perda da sua estremecida companheira, abandonou a pintura, e foi viver para o Beato António, passando ali os últimos anos da sua existência.

Muitos dos trabalhos de Vieira Lusitano se perderam na terrível catástrofe do terramoto de 1755, sendo mais notável de todos eles o tecto da igreja dos Mártires, pintado em 1750, e em que se via representada a tomada de Lisboa por D. Afonso Henriques. Das suas outras obras, que escaparam ao terramoto, citaremos dois painéis na igreja de S. Roque: Santo António pregando aos peixes e Santo António prostrado diante de Nossa Senhora, os quais eram muito louvados por Pedro Alexandrino; Santo Agostinho, na portaria do convento da Graça. em 1736; uns quadros de Santo António, S. Pedro, S. Paulo, a Família Sagrada, e Santa Bárbara, pertencentes à casa de Povolide e executados de 1736 a 1740; outra Sagrada Família, pertencente ao conde de Assumar; um grande painel representando S. Francisco, do convento do Menino de Deus; um quadro da capela-mor da Cartuxa; os quadros de S. Francisco de Paula, na capela-mor da sua igreja, e nas capelas laterais, os de Nossa Senhora da Conceição, da Sagrada Família e Santo António, todos executados em 1765. A capela dos sete altares da igreja de Mafra tem um grande quadro da Sacra Família; na capela de S. Joaquim ao Calvário. Há outro quadro da Família Sagrada, colocado por cima do altar, que passa por ser um dos seus mais belos trabalhos; uma Senhora da Conceição, que estava na Junta do Comércio. O conde de Lippe visitou Vieira em 1762, e obteve dele um Santo António que, levou para Alemanha; Guilherme Hudson também adquiriu um belo quadro da Adoração dos Reis magos, que levou para Inglaterra. Fez um número prodigioso de óptimos desenhos, dos quais a maior parte deles possui a Inglaterra, onde os amadores das belas artes os pagaram por bom preço, e muitos deles foram reproduzidos em gravura. Vieira Lusitano também gravou a agua forte, evidenciando se entre os seus trabalhos desse género: Neptuno e Coronis, e as Parcas cortando o fio vital de seu irmão. A sua vida tão amargurada por causa dos seus primeiros e últimos amores, contou-a ele num longo poema impresso em 1780, intitulado: O insigne pintor e leal esposo, historia verdadeira que ele escreve em cantos líricos.

Entre os discípulos do notável pintor conta se sua irmã Catarina Vieira, de quem eram, em parte alguns quadros da ermida de S. Joaquim e que pintou um S. Lucas e um S. João Evangelista, que pertenciam a um particular chamado Moreira Dias, que morava na rua da Fé. Também foi seu discípulo o morgado de Setúbal. Consta que na Biblioteca de Évora existe uma grande colecção de desenhos de Vieira Lusitano.

Informação retirada daqui



terça-feira, 3 de outubro de 2017

Biografia de Daniel MacLise

Pintor histórico irlandês do século XIX, percursor dos Pré-Rafaelitas.

Nasceu em Cork, Irlanda, em 25 de Janeiro de 1806; 
morreu em Londres em 25 de Abril de 1870.

Começou a estudar na escola de arte de Cork, para onde entrou em 1822, vivendo da venda de retratos. Em 1827 foi viver para Londres e entrou nas escolas da «Royal Academy» britânica, onde ganhou os principais prémios. 

Realizou regularmente exposições de retratos na Academia, tendo sido eleito, em 1835,  membro associado da Academia e académico em 1840.

A partir de 1830 começou a publicar no periódico londrino Fraser's Magazine, sob o pseudónimo de Albert Croquis, retratos de pessoas célebres do seu tempo, que acabaram por formar um conjunto composto por 72 litografias, que publicou em 1871 com o nome de MacLise Portrait Gallery.

Em 1854 o Parlamento Britânico encomendo-lhe um fresco sobre O Casamento de Longbow e Eva, que representava a ligação entre a Inglaterra e a Irlanda, mas que acabou por não realizar, tendo produzido de facto entre 1859 e 1864 dois grandes painéis históricos, começados como frescos mas terminados de acordo com uma nova técnica alemã, e que representavam A Morte de Nelson, na Batalha de Trafalgar, e O Encontro de Wellington e Blucher, no final da Batalha de Waterloo.

A realização destes dois painéis, pintados sem nenhuma ajuda, debilitaram-no muito não tendo recuperado a saúde.

Fonte:
Enciclopédia Britânica.

domingo, 1 de outubro de 2017

Biografia de Décio Rodrigues Vilares

Pintor brasileiro.

Nasceu no Rio de Janeiro, Brasil em 1 de Dezembro de 1851;
e morreu na mesma cidade em 1931.

Estudou na Academia Imperial de Belas-Artes, e em 1872 foi para a Europa, onde estudou com Paul Cabanel e com Pedro Américo, em França e em Itália. Expôs no Salon de Paris de 1874 o quadro Paolo e Francesca. A sua técnica e sensibilidade evidenciam-se mais no desenho de figuras femininas. Abordou primeiro temas religiosos, tendo ganho uma medalha de ouro na Exposição oficial de 1879, no Rio de Janeiro, com um São Jerónimo, mas depois tornou-se retratista reconhecido tendo-se mostrado, nesta técnica, mais liberto dos convencionalismos. 

Regressado ao Brasil em 1881, Décio Vilares trabalhou também em escultura realizando vários bustos de personagens históricas, e  desenhou caricaturas para jornais satíricos. Católico, Décio Vilares converteu-se em Paris ao positivismo, tornando-se republicano, tendo pintado uma Queda do Cristianismo e uma Virgem da Humanidade para o Templo da Religião da Humanidade, a igreja positivista de Paris. O desenho da actual bandeira do Brasil, foi executado por Décio Vilares, de acordo com a ideia de Raimundo Teixeira Mendes. A sua viúva incendiou o atelier onde trabalhava tendo-se perdido uma parte importante da sua obra.

Biografia retirada daqui

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Biografia de Antoine Pesne

Pintor rococo francês que foi o mais importante artista na Prússia da primeira metade do século XVIII.
Nasceu em Paris, em 23 de Maio de 1683; 
morreu em Berlim em 5 de Agosto de 1757.

Ensinado pelo seu pai, o pintor Thomas Pesne e pelo seu tio-avô Charles de La Fosse, foi influenciado pelos principais retratistas franceses da época, Rigaud e Largillière. 

Continuou os seus estudos em Itália, em Roma, Nápoles mas sobretudo em Veneza, onde trabalhou com Andrea Celesti. Em 1707 pintou o retrato de corpo inteiro do embaixador prussiano na República de Veneza, o barão von Knyphausen, o que o levou a ser chamado por Frederico I da Prússia a Berlim e ser nomeado pintor da câmara real.

Quando Frederico II subiu ao trono em 1740, trabalhou como pintor decorador nos palácios que o novo rei  mandou construir ou redecorar, como os de Rheinsberg, Charlottenbourg, Berlim, Potsdam e Sans-Souci. Continuou a pintar retratos, que lembram, pela sua cor e efeitos impressionistas, Pierre-Auguste Renoir, destacando-se os que representam actrizes e dançarinas italianas e francesas que actuaram na Ópera de Berlim, e que são reconhecidos pelas suas inteligentes caracterizações.

Fontes:
Enciclopédia Britânica;

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Biografia de George Romney

Nasceu em Dalton-in-Furness, Lancashire, Inglaterra, em 15 de Dezembro de 1734, e morreu em Kendal, Westmorland, em 15 de Novembro de 1802.

Popular pintor de retratos da sociedade inglesa de finais do século 18,  Romney evitou sempre fazer qualquer tipo de alusão ao carácter ou à sensibilidade dos seus clientes. O seu sucesso baseou-se exactamente nesta capacidade de conseguir lisonjear desapaixonadamente os retratados. Em Romney o desenho sobrepõem-se à cor, e os ritmos fluidos e as poses descontraídas vindas da  escultura romana clássica caracterizam as suas composições fluídas. 

De 1755 a 1757 Romney estudou com Christopher Steele, um pintor itinerante de retratos e de temas. A carreira de Romney começou quando percorreu as regiões do norte da Inglaterra pintando retratos por algumas libras. Em 1762 foi viver para Londres. O seu famoso quadro de tema histórico «A Morte do General Wolfe» permitiu-lhe ganhar um prémio da Sociedade das Artes. Mas mesmo assim, virou-se determinadamente, e quase de imediato, para a pintura de retratos. Em 1764 visitou pela primeira vez Paris, onde se tornou amigo de Joseph Vernet. Romney admirou especialmente o trabalho de Nicolas Le Sueur, cujo uso de temas da Antiguidade lhe agradou bastante. Em 1773 visitou a Itália  durante dois anos, tendo estudado os frescos de Rafael em Roma, as pinturas de Ticiano em  Veneza, e de Correggio em Parma. As viagens ao estrangeiro tornaram madura a sua pintura, tendo retratos como a «Sra. Carwardine e filho», de 1775, e o «Sir  Christopher e Lady Sykes», de 1786, uma graciosidade e uma elegância novas. 

Romney era naturalmente sensível e metido consigo próprio. Manteve-se afastado da Academia Real e dos pintores seus companheiros de profissão, tendo feito a maior parte dos amigos em círculos filosóficos e literários. Por volta de 1781-82 conheceu Emma Hart (a futura Lady  Hamilton), que o fascinou de uma maneira mórbida. Para Romney tornou-se um meio de fugir para um mundo imaginário e ideal. A sua «divina Ema» aparece em mais de 50 quadros, tanto representada como uma bacante, como personificando Joana d'Arc, quadros que foram quase todos pintados de memória.

Fonte:
Enciclopédia Britânica

sábado, 23 de setembro de 2017

Biografia de Nicolas Poussin

Pintor francês, principal autor clássico do período Barroco, trabalhou quase exclusivamente em Roma.

Nasceu em Les Andelys, Normandia, França, em Junho de 1594;
morreu em Roma em 19 de Novembro de 1665.

Nascido numa aldeia do vale do Sena, no Norte de França, era filho de lavradores. Educado localmente foi com a visita do pintor Quentin Varin (1570-1634) à sua vila, em 1612, que o seu interesse pela arte foi despertado. Decidido a ser pintor foi estudar para Rouen e mais tarde para Paris. Não tendo encontrado professores de qualidade, devido à sua pobreza e ignorância, estudou com pintores de pouca qualidade. Devido às dificuldades regressou à casa paterna, doente e humilhado.

Voltou a Paris um ano depois, mas com outro objectivo, o de ir para Roma estudar, já que a cidade era a capital do mundo artístico. Com a ajuda de Giambattista Marino, poeta da corte de Maria de Médicis, conseguiu alcançar o seu objectivo em 1624.

O poeta encomendou a Poussin uma série de desenhos para ilustrarem as Metamorfoses de Ovídio. Entretanto Poussin ia tentando os vários estilos de pintura utilizados pelos artistas de Roma. A sua principal obra nesta época foi uma obra para um altar da Basílica de S. Pedro, O Martírio de Santo Erasmo, realizada em 1629. A obra não foi bem acolhida pela comunidade artística, o que levou Nicolas Poussin a virar-se para temas da mitologia clássica e de Torquato Tasso, sendo influenciado pelo pintor veneziano Ticiano. Até 1640, ano em que volta a França por um curto espaço de tempo, o artista aproxima-se deliberadamente do modelo de Rafael e da antiguidade romana, começando a criar o classicismo que marcará todo o resto da sua obra.

O seu trabalho em Roma atraiu a atenção da corte francesa, e o cardeal de Richelieu, ministro de Luís XIII, convenceu Poussin a regressar a França. As obras encomendadas não tinham a ver com as suas qualificações, e o que realizou não foi bem recebido, o que o obrigou a deixar Paris em 1642, regressando a Roma.

As suas obras dos anos 40 e 50 tratam de momentos de crises ou de difícil escolha moral, e os seus heróis são aqueles que rejeitam o vício e os prazer, pela virtude e pela razão. As suas paisagens mostra que a natureza desordenada submetida à ordem geométrica, sendo que as árvores se tornam quase suportes arquitectónicos.

No início da década de 60 do século, a saúde Nicolas Poussin degradou-se tendo vindo a morrer em 1665.

Fonte:
Jane Turner (ed.), The Grove Dictionary of Art
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